comunidade

Para quem deseja colaborar com Selvagem.

Com o desejo de acolher, o ciclo Selvagem compartilha toda sua produção de forma ampla e gratuita. Os estudos se desdobram em conversas mediadas por Ailton Krenak, bate-papos entre autoras e autores, ciclos de leituras, produção de cadernos e audiovisuais.

Somos uma pequena equipe e costuramos o trabalho de forma artesanal. Abrimos aqui um meio para colaborar na produção destes trabalhos. Nesse espaço experimentamos a cocriação. É possível se inscrever em cada um ou em todos os segmentos aqui.

BIBLIOTECA DO AILTON
PREPARAÇÃO DE TEXTOS
COMUNICAÇÕES

biblioteca

Uma iniciativa da comunidade Selvagem para catalogar, organizar e acessibilizar as falas on-line de Ailton Krenak.

Como pesquisar:

Acesse a biblioteca aqui.

  • No botão de busca, acima dos vídeos, você pode pesquisar por assunto, participantes ou nome evento.
  • Clicando na miniatura do material escolhido, você poderá ver o conteúdo completo da fala e as informações completas a respeito do registro.
  • Em breve será possível também ver dicas de como abordar estas temáticas em sala de aula, estudos ou transformá-las em ação na sua vida.

Como indicar novos materiais para a biblioteca:

Neste formulário você pode indicar vídeos de YouTube, entrevistas, matérias ou artigos do Ailton para que sejam disponibilizados na biblioteca.

preparação de textos

Os cadernos são materiais de estudo e leitura para baixar de graça. 

Participantes da comunidade realizam o trabalho de tradução, transcrição e revisão de textos, ensaios e artigos publicados nos cadernos e também a legendagem das falas gravadas em conversas.

Dessa forma ampliamos coletivamente o acesso às narrativas estudadas no ciclo. É possível sugerir textos e colaborar com toda a produção deste material.

Foi produzido um guia para coordenar esta experiência editorial participativa e aberta.

Guia de Revisão

comunicações

COMUNICAÇÕES é um canal com o material de divulgação sobre os movimentos do ciclo Selvagem e também de acolhimento dos desdobramentos gerados e produzidos em diálogo com estes movimentos.

Compartilhamos aqui as criações que recebemos:

Eu Ininterrupto

Vídeo de Liam Seeley cantarolando a trilha sonora das Flechas ao se questionar sobre o corpo auditivo das plantas às margens do rio Nooksack, nas terras nativas dos povos Nooksack e Chilliwack. Liam é aluno do curso “Environmental Literature: Thinking Through Plants” ministrado por Pedro Meira Monteiro no Brazil LAB da Universidade de Princeton em colaboração com Anna Dantes.

No verão passado, vivi por quase dois meses nas margens do rio Nooksack, nas terras nativas dos povos Nooksack e Chilliwack, no nordeste do território colonial que é o estado de Washington. Lá, conheci as lesmas e as bagas como os principais agricultores, e as águias calvas como os peixes mais numerosos nos rios aéreos montanhosos.
Pensando a partir desse ‘intercultivo cósmico’ que é elaborada não no espaço do oikos, senão na superfície do mundo inter-cultivado, acho apropriado trabalhar com a arquitetura da tela, no meio fílmico. Esta ‘compostagem’ dos momentos mundanos, em um lugar onde comecei a construir um corpo processual do metamorfose intersubjetivo com minha melhor amiga, compõe quatro momentos distintos e não-sequências na cosmogênese perpetual do rio no verão passado— incluindo o dia em que a histórica onda de calor trouxe sua perigosa insistência termal para as comunidades e seres do Noroeste do Pacífico. As geleiras a ~30 milhas de distância estavam suando muito naquela semana. As plantas se deixaram ao agenciamento da água e calor, que também são produto material, sangue ou seiva do ser vegetal.
Ou seja, o rio é também a jardinagem das plantas, ou o céu refletido no seu movimento cósmico e desdobrado.
Se o pensamento é o corpo mesmo, surgiu a pergunta— como seria o corpo auditivo das plantas? Como é a audição inútil, as camadas sonoras que levam à cosmogênese na própria matéria que elas bebem e respiram?
Eu imito a canção que sempre vem no final das flechas, que me enche de uma alegria tão afirmativa. É uma canção que não consigo parar de cantarolar, desde que a ouvi no ano passado. Portanto, uso ‘minha’ voz e ‘meu’ corpo para (re)produzir esta música, mais a partir do interior múltiplo do ‘corpo-eu’ contíguo, não desde a projeção da minha voz num certo ‘espaço’ exterior. Assim, o rio, o canto, e a percepção são ‘imanentes à forma.’

Uma outra mitologia da criação do mundo

GIF e ilustração criados por Nora Renee Muniz Hernandez a partir da Flecha 1, A Serpente e a Canoa, e da Flecha 4, A Selva e a Seiva. Para compor a ilustração, Nora utilizou um trecho de um poema de David Andres Rivera Mosquera. Nora e David são alunos do curso “Environmental Literature: Thinking Through Plants” ministrado por Pedro Meira Monteiro no Brazil LAB da Universidade de Princeton em colaboração com Anna Dantes.

Dança Cósmica

Desenho feito a partir das falas e textos de Ailton Krenak sobre dança cósmica e paraquedas coloridos por Allie Mangel. Allie é aluna do curso “Environmental Literature: Thinking Through Plants” ministrado por Pedro Meira Monteiro no Brazil LAB da Universidade de Princeton em colaboração com Anna Dantes.

Allie, David, Liam e Nora são alunos do curso “Environmental Literature: Thinking Through Plants” ministrado por Pedro Meira Monteiro no Brazil LAB da Universidade de Princeton em colaboração com Anna Dantes.

Disbiose

Micro conto criado por Milena Messias oferecido como presente para o Ciclo de Seres Invisíveis.

Mia e Lara

Em Barcelona, Mia e Lara criaram seres de massinha e um jogo incrível de origami a partir das flechas.

Isis

Isis embarca nos sons e na canoa das flechas direto do Lago de Leite no Rio de Janeiro e sua mãe, nome, compartilha com o Selvagem.

Um passeio pela Serpente Cósmica

Jogo de Tabuleiro para crianças criado por Thaiane Alves para o trabalho final de Didática em Artes da UFRRJ baseado na Flecha 1, A serpente e a Canoa.

Legenda

Legenda

Real Animal

Desenho e poesia Notas do Capital Brasileiro criados pela artista Mariana Oliveira (www.maritaca.art) e oferecidos ao Ciclo Nhe’ery Mbaé Kaá.

Notas do capital brasileiro – cédulas do irreal

Os desenhos dos animais estampados na moeda nacional “cumprem o papel de valorização à natureza”, disse o jornal.
“ Representar espécies da fauna brasileira nas cédulas veio ao encontro de preocupações sociais contemporâneas com a proteção da fauna e flora,
e a preservação do meio ambiente”, diz a imprensa do Banco Central.

A minha nota eu escrevo aqui, de maneira racional:

Quanto vale aquele rio que era doce
Agora enterrado na lama do seu rejeito?
Acabou-se.
E a flora não preservada, desmatada, queimada?
O foco não deveria ser o de incêndio
O alarme já tocou faz tempo
Para a sua cobiça ilimitada.
Adversidade versus Biodiversidade
O beija flor já não vale nem mais um real
A tartaruga de pente já é quase extinta pela caça ilegal
E agora pelo óleo derramado no litoral
A garça branca já não pode mais voar,
Precisa das suas penas pra alguma cabeça confortar
A arara já vermelhou pelas regiões Nordeste e Centro-Oeste
O mico leão é dourado como ouro
A onça pintada mal tem onde estar,
Perdido e fragmentado está o seu habitat
E a garoupa e outros peixes continuam a se afogar
Dentro do seu próprio mar.

Que belo tesouro nacional!

Dark ship – assim navegamos às sombras dos podres poderes.

Brasil, qual é o seu plano real?
Até agora, esse foi o rendimento do seu capital.

#capitalismoselvagem
#realanimal

2019/2020
Mariana Oliveira

La Flecha

Gif criado por Dani Ruiz e Esther Loag com frames da Flecha 1, A Serpente e a Canoa.