COLABORE
com escolas vivas

Seu interesse e participação dão sentido e motivam nossa existência.

Os ciclos selvagens são gratuitos. Caso exista o interesse em colaborar com as atividades realizadas pelo Selvagem, sugerimos apoio aos projetos indígenas de fortalecimento e transmissão de saberes tradicionais, como as escolas vivas.

Esta é uma iniciativa coordenada por Cristine Takuá.

SAIBA MAIS

A colonização e o consequente processo de aculturação dos povos nativos resultou no silenciamento dos saberes e fazeres tradicionais, através da intolerância do eurocentrismo do período das grandes descobertas, desrespeitando os povos originários, os impondo um outro modo de ser e estar, catequizando e proibindo suas práticas espirituais.
Há décadas a educação escolar indígena adentra as comunidades desequilibrando as formas próprias de transmissão de saberes. Guiados por essa preocupação, sonhamos fortalecer um espaço viva e feliz para que os saberes e fazeres ancestrais sejam transmitidos às crianças e jovens.

As escolas vivas vem com o impulso de tornar realidade o sonho de incentivar e fortalecer quatro centros de formação de transmissão de saberes tradicionais, dois na floresta amazônica e dois na floresta Nhe’ery, com os povos Huni Kuin, Tukano, Maxakali e Guarani Mbya. Esses quatro espaços já vem ao longo de anos resistindo e desenvolvendo atividades, mas enfrentam muitos desafios devido a falta de apoio financeiro.

O maior objetivo desse apoio às escolas vivas é o fortalecimento dos territórios indígenas e de suas memórias ancestrais. Muitos saberes e fazeres deixaram de ser praticados devido a muitas imposições do mundo do capital, essas memórias , no entanto, não morreram apenas estão adormecidas. para acordá-las é necessário um coletivo ativo e criativo para remar a canoa da transformação percorrendo as diversas narrativas e trazendo para o dia-a-dia esses conhecimentos tão importante para a vida.

Enquanto os maracás estiverem soando dentro das casas de reza,
as mulheres com seus takuapu pulsando na terra,
as crianças cantando e os rezadores
entoando as boas e belas palavras sagradas
ainda haverá resistência.
Em cada semente de milho, de algodão, de abóbora,
de tabaco, de mandioca, de palmito, de cambuci,
de jaracatiá, de pacuri, de embiruçu, de taioba,
de pariparoba, de banana, de amendoim,
de plantinhas sagradas que curam
estiverem sendo cultivadas ainda haverá a certeza
de que esses tempos sombrios passarão.
O caminho é a resistência e resiliência
dentro do coração de cada um!
Resistir para sobreviver!
Acreditar para não deixar de sonhar!
Cristine Takuá

“Sou Cristine Takuá, povo Maxakali, educadora, mãe, parteira, pensadora, gosto de cuidar das plantas e aprender com elas. Sou diretora do Instituto Maracá e venho junto com outras lideranças desenvolvendo projetos de fortalecimento cultural. Estudei Filosofia na Unesp de Marília e venho ao longo de anos pensando nas filosofias ameríndias e nas possibilidades de descolonização do pensamento, para contrapor a monocultura colonial que domina as formas de transmissão de conhecimento. Sou uma das fundadoras do Fapisp (Fórum de articulação dos professores indígenas de SP). Vou cuidar do diálogo com as quatro escolas vivas, pensar em intercâmbios e contribuir para a continuidade desses sonhos”

Sua colaboração é feita diretamente para o fundo da Saúva, que transfere o valor de 8 mil reais mensalmente para cada uma das quatro escolas vivas: Huni Kuin, Maxakali, Guarani e Tukano.

Inscreva-se para receber os relatórios de atividades e mais informações sobre as escolas vivas:

A Saúva é uma associação sem fins lucrativos, que trabalha em rede, na promoção da sustentabilidade, autonomia e circularidade de projetos e empreendimentos; se motiva pela regeneração do ambiente em sua integralidade; pela redução da desigualdade social; pela troca de saberes com povos e culturas tradicionais do Brasil; pela prática da auto-educação e pela cocriação de outras formas de relação econômica.

Shubu Hiwea
Escola viva
Huni Kuï
Apne Ixkot Hâmhipak
Aldeia Escola Floresta
Maxakali
Ponto de cultura
Mbya Arandy Porã
Guarani
Bahserikowi
Centro de Medicina Indígena
Tuakano

relatório 1
21 de março de 2022

relatório 2
21 de junho de 2022

relatório 3
21 de setembro de 2022

relatório 4
21 de dezembro de 2022