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Cristine Takuá

CantosConversas

UMA CIRANDA ENTRE MEMÓRIAS

Foto: JPrado Seguindo o futuro das Escolas Vivas, sonhamos viver o tempo das memórias vivas e ativas, em um fluxo constante de trocas e sensíveis interações com todas as formas de vida. Cristine Takuá   No dia 24 de janeiro de 2024, fizemos um grande encontro na exposição VIVA VIVA ESCOLA VIVA, celebrando os últimos dias na Casa França-Brasil, no Rio de Janeiro. A visitação segue aberta ao público até domingo, dia 28 de janeiro. No entanto, em vez de um encerramento, o que criamos juntos foram novas aberturas, novas conversas, novos inícios. O que é vivo, afinal, não se encerra, ainda mais quando sabemos que nossos passos vêm de antes. Quando nos reunimos em roda para celebrar a memória, a diversidade e a potência viva de estarmos juntos, aprendermos e ensinarmos. Essa foi mais uma oportunidade de aprender a estar no mundo desde dentro das Escolas Vivas. Foto: JPrado Em uma visita guiada por toda a exposição, seguida de…
Mari Rotili
26 de janeiro de 2024
Artes e Desenhos

VIVA VIVA – EXPOSIÇÃO ESCOLA

 Selvagem, ciclo de estudos apresenta as Escolas Vivas em exposição de artes e medicinas na Casa França-Brasil     Quem caminha pelo centro do Rio de Janeiro pode provar a sorte de ter o olhar atraído por duas onças que ladeiam a entrada da Casa França Brasil. São desenhos Guarani que convidam o público a entrar na exposição VIVA VIVA ESCOLA VIVA, aberta no dia 02 de dezembro e com visitação gratuita até 28 de janeiro de 2024. A exposição é uma realização do Selvagem, ciclo de estudos sobre a vida e traz, pela primeira vez, a confluência entre as Escolas Vivas, territórios de transmissão de saberes tradicionais que têm sido ativados em diálogos coordenados por Cristine Takuá. Educadora, mãe, parteira, pensadora Maxakali, Cris habita, há 20 anos, com seu companheiro Carlos Papá Porã Mirim e seus filhos Kauê e Djeguaká, a Terra Indígena Rio Silveira do Povo Guarani-Mbya, e tem compartilhado em relatórios trimestrais as vivências das Escolas Vivas…
Mari Rotili
22 de dezembro de 2023
Ciclo Selvagem

NHE’ËRY BANHA SÃO PAULO: Selvagem na revista Nossa América

O Museu das Culturas Indígenas - MCI completou um ano em junho de 2023, e o Ciclo Nhe'ẽry● Ayvu Pará fez parte das programações que comemoraram a presença deste importante espaço de articulação na região central da cidade de São Paulo. Criado para intensificar o diálogo entre os povos originários e fortalecer a luta pelos territórios, o MCI tem uma gestão compartilhada com os povos indígenas. Nas palavras de Cristine Takuá, fundadora e diretora de articulação e relacionamento, “esse museu, que a gente está chamando de Tava, a Casa de Transformação, é uma ocupação territorial para dar visibilidade aos povos indígenas do Brasil, mais especificamente de São Paulo. A ocupação aqui foi um momento de muita conquista, de conseguir um espaço em que educadores indígenas levam seu conhecimento, em que mestres dos saberes falam da luta, da história, da cultura de seu povo. Nesse primeiro ano a gente ainda está num processo criativo e filosófico de construir o museu que…
Mari Rotili
23 de novembro de 2023
ConversasFilmes e Flechas

ENTRE RIOS E JARDINS: SELVAGEM em Londres

“O brilho se diz, dizendo: Respeite as mulheres, Respeite os homens,  Respeite as crianças,  Respeite os anciãos, Respeite as anciãs Assim é que o nosso criador deixou o ensinamento  E desse jeito devemos viver  E com isso cresceremos e vamos amadurecendo com a saúde e alegria  Somente dessa forma vamos alcançar, conviver E saber um jeito de descobrir o bem viver É isso que eu falo Saúdo as divindades!”   Carlos Papá na abertura da Flecha 7: A fera e a esfera. . Em julho de 2023 o Selvagem pousou em Londres a convite do Meeting at the River para uma semana de encontros, workshops e exibições das Flechas. O intuito era mapear como a educação pode incluir diversas formas de conhecer, criar, resistir e mudar a cultura. A conversa com o público londrino começou antes, em agosto de 2022, quando Carlos Papá abriu em rezo A fera e a esfera, sétima e última Flecha, que foi parte integrante da exposição Our…
Mari Rotili
24 de agosto de 2023
Artes e DesenhosCantosConversas

BAK | SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA: começo, meio e começo

"Semeei as palavras… Semeei as sementes que eram nossas e as que não eram nossas. Transformei nossas mentes em roças e joguei uma cuia de sementes… O que aconteceu foi que a palavra que melhor germinou foi confluência". ♦ Nego Bispo ♦   Confluência, palavra semeada por Nego Bispo ao dizer do encontro de saberes de povos que são, também, terra; orgânicos. Palavra que germina a cada dia na Biblioteca do Ailton Krenak, ou BAK, como carinhosamente a chamamos. A BAK é uma iniciativa da Comunidade Selvagem para catalogar e acessibilizar as falas do Ailton. É também um espaço em que confluem pensamentos, sonhos e anseios diversos que as palavras de Ailton vêm gerando em nossas mentes/roças.        Neste espaço, além de disponibilizarmos as falas ao público em geral, também organizamos estudos e semeamos sonhos; sonhos regados pela ideia de imaginar um futuro ancestral. Aqui trazemos histórias de (re)existência e amor com Gaia.      A BAK se faz em…
Mari Rotili
29 de junho de 2023
Conversas

ESCOLAS VIVAS NA REVISTA BDMG CULTURAL

Em sua 9ª edição a revista BDMG Cultural trouxe algumas experiências de trocas e aprendizados ativadas por encontros e partilhas de saberes que as pessoas levam consigo. Entre elas está um depoimento de Cristine Takuá sobre o projeto Escolas Vivas, uma rede de apoio a quatro centros de formação em aldeias dos povos Huni Kuin, Tukano, Maxakali e Guarani Mbya articulada pelo Selvagem e coordenada por ela.    O artigo começa com uma contextualização dos desafios postos a lideranças, profissionais, instituições e órgãos estatais responsáveis pelo campo da educação no país em cultivar uma educação de crianças, jovens e adultos que respeite e dê continuidade às práticas e saberes ancestrais de suas etnias e povos, em contraponto ao que hoje percebe-se como estabelecido. Assim, apresenta a Aldeia-Escola-Floresta, em Minas Gerais, na região de Itamunheque, zona rural no município de Teófilo Otoni.    Segue com uma breve apresentação sobre o povo Maxakali, em situação de confinamento em terras demarcadas restritas a…
Mari Rotili
16 de junho de 2023