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Poesias

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SEMEANDO NARRATIVAS, RIMAS E SABERES DO QUINTAL

Avó, quintal e tempo são palavras que flutuam e se enraízam na experiência proposta por Veronica Pinheiro em Semeando narrativas, rimas e saberes no quintal. O que inicialmente era uma oficina de plantio de hortaliças, ganhou mais corpo e virou performance. Nas palavras de Veronica: “a relação afetiva com a terra e a doce lembrança de uma avó que cuidava de um quintal como cuidava da família trouxe música, poesia, pintura e culinária para os encontros”. Assim como Yebá Bëlo, a “avó do mundo”, ou também “avó da terra” da mitologia Desana, para Veronica o mundo também foi gerado por uma avó. Eram as rezas e sabedoria de Irene, sua avó, que mantinham a vida familiar acesa e o quintal verde e vivo. Ela criou e sustentou o universo cheio de vida e mistério que sua neta se propõe a narrar, espelhando uma via de transmissão que se apresenta, também, na costura do livro Antes o mundo não existia, em…
Mari Rotili
27 de janeiro de 2023
Textos e Poesias

A IARA DO RIO SERGIPE

A Iara do Rio Sergipe, criada por Elisa Mendonça Dias, foi inspirada pelo Ciclo Selvagem. Elisa tem 18 anos, vive em Aracaju e conta que o Selvagem tem revolucionado sua forma de ver e sentir o mundo, assim como seus afetos pelo Rio Sergipe, de onde sua poesia e arte emergem. "Iara Me leva pro fundo do rio? Esse rio... Eu sinto cheiro do meu sangue Que corre nas minhas veias De margens incrustadas De mariscos e memórias, De guindastes, contenções, Costuradas por pontes. Rio de água salgada, Sangue. Não há placa, aviso ou esgoto Que possa impedir Ou meu corpo será banhado por esse rio novamente Ou ele será aterrado pelos nossos corpos Serei um novo corpo Corpo d'água"
Karlene Bianca
25 de abril de 2022
Textos e Poesias

DISBIOSE

Por Milena Messias Escrevi esse mini conto, Disbiose, depois da primeira aula sobre o livro Seres invisíveis. Também estava na marola da mediação do Krenak na aula sobre a pesquisa de sonhos em outros ambientes indígenas.  Isso tudo me lançou para algumas lembranças da faculdade e consegui fazer os links que faltavam. De repente eles eram grandes e conduziam todos meus movimentos involuntários. Fechei os olhos e pude escutar os fluxos, secreções, gases e fagocitoses… Que máquina é essa? Tantas interações e resultados me fizeram lembrar do funcionamento independente do intestino, daí pra disbiose já estava acessando outros lugares. Que potência de aula e entrega que vocês da Dantes nos proporcionam! Micro conto criado por Milena Messias oferecido como presente para o Ciclo de Seres Invisíveis.
Laís Furtado
3 de fevereiro de 2022
Artes e DesenhosTextos e Poesias

REAL ANIMAL

Na ocasião do Ciclo Nhe’ery Mbaé Kaá, recebemos de presente esta criação da artista Mariana Oliveira (www.maritaca.art) desenho e poesia Notas do Capital Brasileiro. Ela conta sobre sua inspiração: Foi em 2019, escrevi durante a madrugada, pois não conseguia dormir pensando nessas coisas. Na época em que um navio petroleiro derrubou óleo no litoral brasileiro, nordeste e sudeste, e o governo dizia que era um navio sem identificação (dark ship), além dos incêndios na Amazônia, que ocorreram no mesmo ano. Sabemos que todo o desequilíbrio ambiental ocorre por causa da interferência humana abusiva, na falsa ideologia de dominação e poder. Aquela ideia que Ailton sempre diz do ser humano querer "comer o planeta". Então, caímos sempre na questão do dinheiro, esse valor inventado, gerador dos grandes conflitos e guerras. Ao olhar pra cédula brasileira, vemos os animais estampados, assim como diz na poesia - manifesto que escrevi, no falso intuito de valorizar a fauna brasileira. Um discurso hipócrita, cheio de…
Laís Furtado
10 de junho de 2021
Artes e Desenhos

FESTIVAL VIRTUAL PROMOVE ARTES INDÍGENAS DURANTE PANDEMIA PELA COVID-19

rec•tyty foi um nome sonhado por Carlos Papá e, também, título de um festival virtual de artes indígenas que aconteceu entre 17 e 25 de abril de 2021. O encontro teve como inspiração cardumes e colmeias e se projetou como uma celebração coletiva para suspender o céu, unir resistência e pulsação e expressar o desejo de viver juntos. Durante a pandemia pela COVID-19, o festival possibilitou um encontro virtual entre artistas visuais, fotógrafos, cineastas, músicos, pensadores e oficineiros que deram uma amostra da produção artística indígena brasileira. O portal Jornalistas Livres qualificou rec•tyty como um meio para fortalecer as artes e culturas indígenas nos circuitos artísticos e de produção de conhecimento, como medida para enfrentar o isolamento físico que afetou as dinâmicas afetivas e de sociabilidade. A diversidade de linguagens reunidas no festival, por meio de obras visuais, sonoras, cinematográficas e fotográficas, ofereceram aos participantes a oportunidade de conhecer sobre as culturas e tradições indígenas e contemporaneidades. “Queremos com o…
Maurício Boff
18 de abril de 2021