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Indígenas

Conversas

ENTRE DOIS MUNDOS

• Uma entrevista com Eduardo Viveiros de Castro • por Grupo Comunicações da Comunidade Selvagem   Foto: Juliana Chalita - Acervo Selvagem, ciclo de estudos Eduardo Viveiros de Castro foi o terceiro convidado da Conversa na Rede, série audiovisual produzida pelo Selvagem, ciclo de estudos e lançada em seu canal no Youtube em 16 de agosto de 2023. Em Partículas Particulares, Eduardo e Ailton Krenak se encontraram no ateliê de Carlos Vergara, no Rio de Janeiro. À sombra de uma mangueira, conversaram sobre temas como as convergências entre a ciência moderna e a sabedoria indígena, os impactos ambientais do capitalismo e a possibilidade de criar novos mundos a partir das ruínas do que conhecemos.  Desde o início de 2023, pessoas de diferentes cantos do Brasil e do planeta têm se encontrado virtualmente para preparar uma experiência de troca direta entre a Comunidade Selvagem e os autores que compartilham seus conhecimentos através de conversas, livros, ciclos, cadernos e outras criações do…
Mari Rotili
19 de outubro de 2023
Cadernos e LivrosCiclo SelvagemConversas

O NOSSO TERRITÓRIO É O MUNDO TODO

• Uma entrevista com Francy Baniwa • por Grupo Comunicações da Comunidade Selvagem   Desde o início deste semestre, nós, do Grupo de Comunicações da Comunidade Selvagem, temos nos encontrado quinzenalmente para desenhar, juntos, caminhos de criação e partilha inspirados no que o Ciclo de Estudos movimenta em nossas vidas. Para além de ecoar os conteúdos articulados e transmitidos, percebemos que o desejo coletivo apontava para a criação de relações e vínculos, e vislumbramos o blog como um canal por onde transitar o que emerge das experiências de convivência com o Selvagem.  A frente de entrevistas com a constelação Selvagem foi uma das ativações que animou nossos trabalhos. Ela surgiu da ideia de troca direta entre a Comunidade e as pessoas que compartilham seus conhecimentos através de conversas, livros, ciclos, cadernos e outras criações do Selvagem; foi uma das sementes que cultivamos com mais dedicação e esta entrevista é o primeiro florescimento deste cultivo.  Francy Baniwa, conhecida por seu povo…
Mari Rotili
30 de junho de 2023
Filmes e Flechas

NHANDE MARANDU, MENSAGENS DA FLORESTA NO MUSEU DO AMANHÃ

Se pensarmos no futuro pautados em uma única narrativa, em um tempo linear, somos lançados a um amanhã cada vez mais distante; fixados à ideia de ‘produzir’ o amanhã, perdemos o tempo presente. E se, como sugere Ailton Krenak em Futuro Ancestral (Companhia das Letras, 2022), fôssemos capazes de sustentar uma postura de abertura, de acolher a inovação que chega junto a cada nova criança, a cada recém-chegado em Gaia e abríssemos espaço para que se criem relações entre múltiplas experiências de tempo e formas de vida?    Para fazer circular diversas narrativas sobre a vida, o Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA) promoveu a exposição NHANDE MARANDU: Uma História de Etnomídia Indigena. A exposição acontece no Museu  do Amanhã, no Rio de Janeiro, com abertura em 11 de novembro de 2022 e encerramento em 30 de abril de 2023. Esta é uma oportunidade de transmitir mensagens que nascem de lugares de afetação com a vida - experimentada em toda…
Mari Rotili
29 de abril de 2023
Filmes e Flechas

FLECHA 7 – A FERA E A ESFERA, UM MANIFESTO SELVAGEM

A última Flecha lançada foi a sétima “FLECHA 7 - A Fera e a Esfera”, assim como se coloca em seu Caderno Selvagem, as sete flechas lançadas também fazem referência à entidade Caboclo Sete Flechas que emerge nos terreiros de umbanda e do candomblé no Brasil. A Flecha foi inicialmente lançada em Londres no Barbican Centre e incorporada à exposição Our Time on Earth que ficou em cartaz entre 5 de maio a 29 de agosto de 2022. O devir da flecha é a ferida. Esta flecha cruza o Oceano Atlântico, no caminho inverso ao da expansão marítima europeia, com o destino de tocar corações civilizados e buscar a inversão da lógica colonialista, reproduzida até hoje pelo fluxo consumidor que devora o planeta e transforma tudo em mercadoria, citando Davi Kopenawa. (CADERNO SELVAGEM, FLECHA 7, 2021). Essa Flecha introduz de maneira poética e sensível às consequências do evento conhecido como "expansão marítima", a transformação do respeito às múltiplas formas de…
Ana Otero
15 de dezembro de 2022
Filmes e Flechas

FLECHA 4 – A SELVA E A SEIVA

A Selva e a Seiva, flecha cerimônia sobre plantas e seus poderes de visão e cura, traçou uma viagem transatlântica e abriu caminho para novas perguntas em dois festivais internacionais.  O Festival Agir pour Le vivant  aconteceu entre os dias 21 e 28 de agosto na cidade de Arles, França. Agir pour le vivant propõe experimentar novas abordagens, partilhar correntes de novos pensamentos, imaginar o possível e inventar novas aventuras humanas, desejáveis e sustentáveis que nos ajudará na formação de uma nova aliança pela vida. A Constelação Selvagem esteve presente com Anna Dantes, Cristina Takua e Madeleine Deschamps. Anna, Cris e Mada “(...) Hoje se trata de esboçar uma ecologia plural que leve em conta todas as lutas dos últimos anos na esperança de construir uma sociedade verdadeiramente respeitosa, livre e viva.” tradução livre No dia 23, Cris Takua compartilhou sua fala trazendo a perspectiva “de ser mãe”, contou sobre o fortalecimento das Escolas Vivas e sua luta por seu…
Dani Ruiz
12 de dezembro de 2022
Conversas

AQUELA QUE CHAMA AS CORES

  Lastenia Canayo, artista Shipibo-Konibo, esteve no Brasil pela primeira vez a convite do Selvagem Ciclo de Estudos. Também conhecida como Pecon Quena, ela viajou por muitas horas desde a Amazônia peruana para compartilhar suas visões e processos criativos. No sábado, dia 22 de outubro de 2022, ela esteve no Instituto Inclusartiz para uma conversa mediada por Anna Dantes e Paulo Herkenhoff, curador e crítico de arte. Contamos com a tradução de Anai Vera neste evento gratuito e aberto ao público. O nome Pecon Quena, que quer dizer “aquela que chama as cores”, lhe foi dado por suas avós. Também veio de sua linhagem feminina o dom de vivenciar conexões sutis com outros reinos da natureza. Filha mais velha de seis irmãos, ela gosta de pintar desde criança e contou ser a única que conduz e dá continuidade a esse dom. Suas criações são inspiradas no que aprendeu com suas ancestrais e em sonhos. Ela vê os donos das plantas…
Mari Rotili
22 de outubro de 2022
Ciclo Selvagem

PARAQUEDAS COLORIDOS, UMA PERFORMANCE INSPIRADA NO SELVAGEM

Lucienne Machado em cena. Foto: Carolina Moreira Paraquedas Coloridos, de Lucienne Machado, é um número de tecido acrobático inspirado no pensador e escritor Ailton Krenak e no Selvagem – ciclo de estudos sobre a vida. “A cada dia, fui entendendo que o meu sonho precisava do seu lugar, de onde sou raiz para aí fazer o meu flutuar. Na construção desse número, a episteme é não branca e estou aqui sonhando, mas não precisamente que o outro viva o meu sonho e sim, que cada um entre no estado de sonhar”, descreve a artista ao apresentar a performance. Lucienne conta para a série #ArtistaFODA, da Mídia NINJA, sobre a concepção do número de tecido acrobático, sua trajetória na dança contemporânea e no circo e sua experiência criativa a partir do sonho. Paraquedas Coloridos é um projeto autoral, que foi lançado em junho de 2022 e está disponível gratuitamente no YouTube.
Maurício Boff
1 de julho de 2022
Artes e DesenhosTextos e Poesias

REAL ANIMAL

Na ocasião do Ciclo Nhe’ery Mbaé Kaá, recebemos de presente esta criação da artista Mariana Oliveira (www.maritaca.art) desenho e poesia Notas do Capital Brasileiro. Ela conta sobre sua inspiração: Foi em 2019, escrevi durante a madrugada, pois não conseguia dormir pensando nessas coisas. Na época em que um navio petroleiro derrubou óleo no litoral brasileiro, nordeste e sudeste, e o governo dizia que era um navio sem identificação (dark ship), além dos incêndios na Amazônia, que ocorreram no mesmo ano. Sabemos que todo o desequilíbrio ambiental ocorre por causa da interferência humana abusiva, na falsa ideologia de dominação e poder. Aquela ideia que Ailton sempre diz do ser humano querer "comer o planeta". Então, caímos sempre na questão do dinheiro, esse valor inventado, gerador dos grandes conflitos e guerras. Ao olhar pra cédula brasileira, vemos os animais estampados, assim como diz na poesia - manifesto que escrevi, no falso intuito de valorizar a fauna brasileira. Um discurso hipócrita, cheio de…
Laís Furtado
10 de junho de 2021
Artes e Desenhos

FESTIVAL VIRTUAL PROMOVE ARTES INDÍGENAS DURANTE PANDEMIA PELA COVID-19

rec•tyty foi um nome sonhado por Carlos Papá e, também, título de um festival virtual de artes indígenas que aconteceu entre 17 e 25 de abril de 2021. O encontro teve como inspiração cardumes e colmeias e se projetou como uma celebração coletiva para suspender o céu, unir resistência e pulsação e expressar o desejo de viver juntos. Durante a pandemia pela COVID-19, o festival possibilitou um encontro virtual entre artistas visuais, fotógrafos, cineastas, músicos, pensadores e oficineiros que deram uma amostra da produção artística indígena brasileira. O portal Jornalistas Livres qualificou rec•tyty como um meio para fortalecer as artes e culturas indígenas nos circuitos artísticos e de produção de conhecimento, como medida para enfrentar o isolamento físico que afetou as dinâmicas afetivas e de sociabilidade. A diversidade de linguagens reunidas no festival, por meio de obras visuais, sonoras, cinematográficas e fotográficas, ofereceram aos participantes a oportunidade de conhecer sobre as culturas e tradições indígenas e contemporaneidades. “Queremos com o…
Maurício Boff
18 de abril de 2021
Ciclo Selvagem

CICLO SELVAGEM 2018 NO JARDIM BOTÂNICO DO RJ

De 13 a 15 de novembro de 2018, aconteceu o primeiro Selvagem, ciclo de estudos  sobre origens da vida, DNA e plantas mestras, no Teatro do Jardim Botânico, na cidade do Rio de Janeiro. Com a presença de pesquisadores, cientistas, indígenas, xamãs, ambientalistas e antropólogos, compartilhamos a respeito dos possíveis diálogos entre saberes tradicionais e ciência. Veja a programação completa aqui, a playlist de todas as falas e as fotos do encontro.Durante esse ciclo, também aconteceu o lançamento do livro "Mbaé Kaá, o que tem na mata. A botânica nomenclatura indígena", de João Barbosa Rodrigues. Leia aqui uma breve entrevista com Jeremy Narby, que foi um dos participantes desse Ciclo Selvagem. Antropólogo e escritor radicado na Suíça, Jeremy Narby estudou história na Universidade de Kent em Canterbury e recebeu seu doutorado em Antropologia pela Universidade de Stanford. Conviveu com os Ashaninka na Amazônia peruana catalogando recursos da floresta para combater sua destruição. Ele é autor do livro “A serpente cósmica,…
Clarissa Cruz
15 de novembro de 2018